
Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento + –Compromisso de Paz no Sudão do Sul (2015) (comitê em dupla)
Depois de quase duas décadas de conflitos, que causaram quase 2,5 milhões de mortes, o Sudão acorda em realizar um plebiscito; cessa-se o fogo em troca da auto proclamação de sua porção sul. Os resultados não saíram do esperado e 98,8% dos votantes escolheu a independência. Contudo, anos de conflito colocaram em prova a nova administração. Pobreza extrema, pouca infraestrutura e dificuldades de demarcação de fronteiras somadas aos baixos indicadores sociais e a presença do petróleo na região levaram a ONU a alertar sobre a ameaça à paz que o país representava.
Após a efetiva separação, em 2013, o povo, ora unido pela sua independência, não se via mais assim. Os anos de combate mascararam as diferenças étnicas que explodiram pouco tempo após a primeira eleição do país, levaram ao poder um presidente e um vice de grupos opostos. Não demorou muito até que o chamado de motim inicial, o estopim para o conflito atual, ocorresse. Em dezembro de 2013, os Nuer, grupo do vice presidente, não se conformaram com o armamento dos Dinkas, grupo do presidente, e iniciou-se o conflito. O país, pobre, sofreu os impactos imediatamente e a desestabilização agravou a crise humanitária.
Os países vizinhos não ficaram inertes, tentaram por vezes negociações de paz na fórmula da que resolveu o conflito de independência, nenhuma efetiva. Agora, em 2015, depois da quebra do último acordo e dos mais de 2 milhões de desabrigados, a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento se reúne com membros das Nações Unidas afim de trazer paz ao mais novo país do mundo.

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